Ticocin
A primeira parada do dia foi no Schtetl de Ticocin, localizado na região nordeste da Polônia, entre Varsóvia e Bialistok. Ticocin é famosa por ter sido o berço de vários sábios da Comunidade Judaica da Polonia.
Ticocin foi um Schtetl (Vilarejo) típico judaico, muito semelhante ao que pode ser visto no Violinista do Telhado, que inclusive assistimos durante a nossa viagem de ônibus.
Ao chegarmos nos reunimos na Sinagoga local, que possui um prédio imponente se comparado com os demais da cidade. A Sinagora durante todo o ano permanece vazia, é um museu que é mantido pelo governo Polones, para marcar a presença judaica nessa região antes de 1939. Durante a semana da Marcha da Vida tudo isso muda, a sinagoga volta a ter vida através das delegações que por ali passam.
Tivemos a oportunidade de estar com a Delgação do Canada, que proporcionou momento de alegria formando uma Harkáda, sendo o grande destaque Sra Fruma Handfas que pulou e dançou mais do que os jovens!!
Valas de Lupochova
Localizada muito próximo a Ticocin, as 3 valas ficam localizadas no meio de uma floresta e foram utilizadas para dizimar a população judaica local. Em 24 e 25 de Agosto de 1941, os nazistas invadiram a cidade e obrigaram todos os habitantes judeus a irem para o shuk (feira). 2500 foram assassinados e somente 17 sobreviveram.
Todos tinham a impressão que estavam sendo levados para realizar algum trabalho escravo, como isso fosse normal, mas ao chegarem em Lupochova se deparavam com uma vala onde eram sistematicamente colocados e metralhados.
Um momento emocionante para todos os participantes foi quando durante a leitura de um relato do acontecido em uma vala durante a guerra, ao ser citada a autora, eis que o Professor Marcos Smaletz se exalta e comenta que se tratava de sua prima, Rivka, que faleceu recentemente em Israel. Este momento causou surpresa e emoção em todos nós.
Em seguida ele entoou o kEl Male Rachamin e o Renato Ackermann rezou o Kadish.
Treblinka
O Primeiro Campo visitado por nós durante a viagem. Treblinka foi completamente destruído pelos próprios Nazistas, para que não ficassem provas
Durante a nossa visita realizamos 2 Atividades, a primeira no monumento em alusão ao trilhos que chegavam a Treblinka e de onde os prisioneiros eram levados diretamente para a morte (98% dos que passaram por Treblinka morreram)
A segunda atividade foi realizada no monumento das pedras com os nomes de cada umas das 10.000 comunidades que tiveram pessoas enviadas e assassinadas em Treblinka. Fizemos uma leitura de algumas comunidades e a quantidade de pessoas enviadas para lá.
Para finalizar, cantamos todos juntos o Hatikvá para homenagear aqueles que tiveram esperança de sobreviver até os últimos momentos porém não conseguiram.
Sinagoga Nozyk
Participamos do Kabalat Shabat com diversas comunidade de todo o mundo, e o Brasil marcou presença com os 300 participantes deste ano.
A pequena sinagoga estava completamente lotada, sendo difícil em alguns momentos manter o silêncio, porém a reza fluiu normalmente e foi muito emocionante e gratificante sair na noite em Varsóvia e ver milhares de judeus se dirigindo para o jantar de Shabat e ver homens caminhando livremente com as suas Kipot pelas avenidas da capital Polonesa